Plano B Arquitectura
Casa em Arruda dos Vinhos
Arruda dos Vinhos - Potugal
“A expressão Plano B refere-se a uma forma alternativa de resolver um problema - talvez uma visão pessimista que antecipa o desacerto de uma resposta inicial.”
A casa em Arruda-dos-Vinhos é uma reconstrução de um edifício em ruínas que se encontrava em reserva ecológica, o que tornou esta a única intervenção possível. Assim Plano B, propôs uma reconstrução utilizando os mesmos materiais do edifício existente (pedra, terra e madeira) mas reordenados.
Através de uma estrutura porticada em madeira preenchida com terra local (Tabique ou Wattle and Daub). Usou-se a pedra das demolições nas próprias fundações da plataforma exterior onde o edifício está assente.
A implantação e o número de pisos não são alterados. No interior, a Norte, localiza-se um único compartimento onde se concentram as principais infra-estruturas técnicas. Na restante definição do projecto, associou-se materiais naturais (madeira, terra e cortiça) com materiais industriais (betão, metal, vidro e policarbonato) na procura de um resultado simbiótico e criativo.


O seu núcleo é composto pela estrutura de madeira (pilares de secção 20x10cm espaçados entre si 60 cm e respectivos contraventamentos de secção 10x10cm) e pelo enchimento dos espaços interiores sobrantes com terra – um conjunto maciço (tabique) de elevada inércia térmica. Este composto é revestido pelo exterior e pelo interior com materiais distintos: Exterior - placas de aglomerado de cortiça com 5 cm de espessura que cumprem a função de isolamento térmico somadas de chapas de policarbonato ondulado – a camada de sacrifício contra as intempéries. Interior - ripado de secção trapezoidal em madeira de pinho que “sobe na parede” à medida do enchimento com terra – superfície algo texturada de acabamento misto (terra/madeira) que, uma vez terminada e seca, foi uniformizada por uma tinta de água branca.


“A Casa de Arruda dos Vinhos é um exemplo de investigação que se confronta com a questão da sustentabilidade, indo além do mero formalismo de alguma arquitectura “verde” para assumir a dimensão crítica do projecto enquanto espaço de reflexão sobre as suas qualidades expressivas.”
Edição Construlink.com
Arq. Tânia Magda Santos
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